Recordações
Dessa vez não vou refletir sobre esse tema. O título representa o que realmente é esse texto: uma recordação.Como eu já disse no meu primeiro post, eu sempre gostei de escrever. Então, remexendo nas minhas coisas antigas, eu encontrei um poeminha que eu fiz quando tinha uns 12/13 anos. Não é nada demais, mas é bem bonitinho. Aí vai: 
O que há num sorriso?
O que há num sorriso?
Será falso ou amigo?
O que há num sorriso?
Pureza, beleza ou espertteza?
O que há num sorriso?
Pode ser disfarce, fingimento ou amizade?
Receptível...? Quem sabe?
O que há num sorriso?
Apaixonante, emocionante? Não sei...
O que há num sorriso?
Aquele sorriso gostoso sem nenhum motivo
Quem não gosta de receber um sorriso malicioso "daquele" amigo?
O que há num sorriso?
Não sei. Pode ser bonito ou feio, mas o melhor é o verdadeiro.
Escolhas
Nossa... Há quanto tempo que não posto aqui! Mas não aguentei... Bateu uma inspiração (não que não tivesse batido antes), e resolvi fazer o que eu estava querendo e o que muitos estavam me pedindo...
O tema escolhas vem rondando a minha cabeça ultimamente, e nas minhas reflexões cheguei a uma conclusão que queria tornar pública.
As escolhas se fazem presentes em nossas vidas praticamente desde que nascemos. É bem verdade que a primeira escolha da qual somos vítimas não cabe a nós mesmos, mas nos atinge de forma definitiva. O nosso nome. Muitas vezes é um dilema a escolha do nome do bebê, e algumas pobres crianças ao invés de receberem um chamamento recebem um fardo. Uma escolha infeliz... Mas na maioria das vezes é optado um nome normal.
Enquanto ainda somos bebezinhos não há muito discernimento para haver uma escolha, mas quando as vontades se manifestam concretamente os responsáveis se incumbem de nos delegar a difícil tarefa da escolha.
_ Escolhe! Ou é um brinquedo ou é outro! Não dá pra levar os dois!
E essa frase acaba se enquadrando para diversas coisas ao longo da infância, sendo uma forma de iniciação neste universo de opções. Contudo, ainda nesta fase as nossas escolhas não são tão determinantes na nossa vida, mas sim a escolha dos nossos pais ou responsáveis é que terão uma influência mais decisiva.
Na adolescência a escolha dos outros também é importante, mas esses outros não se restringem somente ao núcleo familiar. A escolha que o grupo de amigos faz também passa a ser a nossa escolha. Mas ainda caberá a cada um escolher se aquela decisão também será a sua. Como se vê, optar e decidir passa a ser algo um pouco mais complexo nessa fase da vida. Agora, a pessoa passa a ter autonomia para dizer o que quer, não só em relação a coisas materiais, como também existenciais, sociais e comportamentais. Essas escolhas podem definir o futuro, mas nessa fase ainda há tempo para issso.
Chegado os 18 anos, a fase escolar acaba e agora sim aquela criatura se encontra na posição de escolher algo que terá uma influência muito grande em sua vida. É o início da fase adulta. Aqui o tempo passa diferente, e as decisões requerem um pouco mais de velocidade. E além disso existe uma pressão tão grande, que alguma coisa vai ter que sair, nem que seja qualquer coisa.
Se a pessoa não for trabalhar para ter um dinheiro para sobreviver (o que é a realidade da maioria), caberá a ela a escolha da profissão. E é aqui que tudo pode se complicar de vez.
Uni duni tê e... foi. Agora, já na faculdade, depois de tanto trabalho, é difícil voltar atrás. Mas voltar pra quê? As experiências vividas até então não permitiram uma escolha fundamentada, firme. As experiências que serão vividas é que poderão dar a orientação correta. E percorre-se o caminho até o fim pra ver onde vai dar. Até que ao final de 5 anos, não se sabe ao certo se aquela escolha foi a melhor ou não.
Mas aquela mesma escolha permitiu um questionamento que até então, ao longo de uma existência já contada em décadas não pôde ser feito: O que eu quero? Do que eu gosto? Quem sou eu? Para quem sempre foi adepto do "tanto faz", de repente não tanto faz tanto quanto se imaginava. Algo passa a despertar, e a ficar mais vivo e incontrolável. É o ser. E aquilo que É não precisa de explicação, de razão ou justificativa. Precisa apenas de descoberta.
Então, de repente, descobre-se que aquilo que é sempre foi, mas ninguém sabia, muito menos ele mesmo. Ao longo da vida, podemos mudar nossas atitudes, nossas preferências, nossos conceitos. Mas nada afetará aquilo que realmente somos, desde o início. E a isso que eu chamo de personalidade. Ela sempre esteve, está e estará lá. Mas se não for descoberta, cutucada ela não se mostrará.
Com isso quero dizer que, para muitas pessoas, as escolhas são tão difíceis porque a personalidade ainda não despertou totalmente. Mas sempre há o momento em que ela impõe a sua presença. E não importa se cedo ou tarde. Quando isso acontece, tudo se acerta e os caminhos passam a ser mais definidos e as nossas escolhas passam de agustiantes a prazerosas, pois são verdadeiramente as escolhas do ser.