segunda-feira, setembro 26, 2005

Comentários que aprecio. Tópicos para refletir.

Sempre fico muito feliz quando fazem algum comentário no meu blog... Se eu escrevo é para que alguém leia. Faço uma publicidade danada entre as pessoas mais chegadas, mas, muitas vezes, só meu querido noivo posta um comment... Porém... Ultimamente não tem sido sempre assim... Duas queridas companheiras Java Junkies e GG Fans (depois vc pode me zoar tá Mope!) me deram o prazer de suas opiniões no meu espaço. É bem verdade que nunca as vi e nem tenho seus e-mails, mas fiquei muito feliz de ter pessoas fora do meu ciclo de relacionamentos lendo e comentando no meu blog. Obrigada meninas! Foi realmente um incentivo a mais para fazer uma nova postagem.

E como não pode deixar de ser, as mensagens que me enviaram já foram processadas e se formou mais uma idéia em minha mente... Percebi que ambas leram uma boa parte do blog e se detiveram no infeliz comentário que recebi de um anônimo. Apreciei o fato de terem saído em minha defesa, mas por que esse fato chamou mais atenção do que a maioria dos textos que escrevi? Creio que não seja por terem sido tão desinteressantes assim, pois desconhecidos não iriam "babar meu ovo" à toa. Será por ter sido o texto que daquele comment se originou o melhor dentre os demais? Pode até ter sido em suas opiniões... Mas relamente acho que o ponto é outro.

As pessoas têm o costume de prestar sempre mais atenção no que é ruim, naquilo que no fundo não tem valor algum. Por exemplo, não é raro vermos um amontoado de gente na rua quando há algum acidente ou quando está havendo uma briga. Ninguém esta ali para ajudar. Só para ver. Nos noticiários sempre há um grande espaço para as tragédias. Esses últimos desastres naturais que ocorreram nos EUA são lamentáveis, mas é impressionante como dão audiência. E sem falar nos jornais que vivem de notícias sanguinárias e que ainda existem porque tem quem compre. E por que isso? De onde vêm tanto interesse pelo lastimável?
Pra mim a resposta vem de dentro de cada um de nós. Se pensarmos que aquilo que gostamos reflete quem realmente somos, tem gente muito podre por aí... E disso todo mundo sabe. A gente bem percebe que a humanidade precisa crescer e muito. Estamos todos longe da perfeição e isso pode ser bem observado em nosso dia-a-dia.
Mas para aqueles que desejam contribuir para o crescimento da humanidade seria bom que tentássemos ter uma visão mais otimista das coisas. E não só no sentido de pensar positivo, mas de ver o lado positivo. O livro Pollyana de Eleanor H. Porter, sobre o tema, é bem utópico, mas me fez crescer com esse pensamento, que não me atrapalha em nada. Pelo contrário, me ajuda a encarar a vida de uma forma mais feliz (apesar do meu otimismo não ser como o do persogem, óbvio!)
Assim, quero expressar esse meu pensamento fazendo uma ressalva importante: Não estou chamando as minhas colegas de blog de podres e involuídas! Pelo amor de Deus não me interpretem dessa maneira! Quero apenas dizer que os tópicos de seus comentários me fizeram refletir sobre a o quanto valorizamos os lados positivos e negativos das situações. Também não as chamo de pessimistas ou qualquer outra coisa do gênero, até porque esse tipo de valorização é cultural.
Enfim... Acho que é mais louvável valorizarmos o que há de melhor em qualquer circunstâncias. Aquilo que não presta e que não acrescenta não vale à pena. Discorrer sobre tais temas não contribui para a evolução de cada um enquanto seres humanos. Colabora para o perpetuação daquilo que é dispensável e incômodo, o que com certeza não é o que desejamos.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Greve... Faculdade no Verão

Infelizmente as faculdades federais têm uma tradição que não se rompe por nada: as greves. É que nem o vestibular que elas realizam. Todo ano tem! O motivo é o mesmo desde que meu irmão estudava na UFF ( e olha que ele se formou tem uns 15 anos): aumento de salários, contra a privatização das universidades públicas, contra o sucateamento, etc, etc, etc...

É claro que professor ganha uma miséria. É claro que devemos lutar para manter as faculdades públicas e de qualidade. Existem mil motivos de indignação que também me indignam.

Porém...
Há mais de 20 anos só se tem pensado na greve como a única forma de tentar resolver o problema. Já disse a algumas pessoas, e digo aqui também, que eu sei muito pouco de política, acordos e tudo o mais que se relaciona ao movimento grevista. Mas sou uma boa observadora. E, se há 20 anos, pelo menos, este tipo de reação não tem dado muito certo é porque não vai dar mesmo.
Então eu já até sei como será o final desta greve. Quando ela acabar retornaremos para as salas de aula em pleno verão (no meu caso carioca), sem ar condicionado ou qualquer outra forma de ventilação que refresque mais e faça menos barulho. Teremos poucas aulas porque os professores farão questão de não sofrerem uma desidratação grave, e nos passarão um trabalhinho que eles, com certeza, não irão corrigir e assim todos poderão aproveitar o finalzinho do período de férias. Conclusão: chegaremos no próximo período com o mesmo conteúdo que chegamos neste e pronto. Continua tudo normal.

Um colega meu me disse que eu estaria sendo egoísta pensando dessa forma... Será mesmo? Será que a egoísta sou eu? Não é possível que os grevistas não percebam que eles não atingem o alvo desejado (pelo menos eu acho que é o governo). Quem acaba sendo alvejado são os próprios alunos e eles mesmos! Eles é que não pensam nos outros. Não é fazendo um mal que se conserta o outro.
Além disso, tenho outro argumento para sustentar a minha posição de que a greve não é mais a mesma forma de pressão de antes. Aliando a minha relativa alienação política com a minha atenção aos fatos, não foi difícil perceber que a greve está associada a algo negativo para outras pessoas que não eu, somente. É só pensar na greve do INSS, ou melhor, no que ela gerou. A cena dos idosos na fila, passando mal de tanto esperar em função da greve dos serventuários é revoltante. E a greve da Defensoria Pública do Rio de Janeiro? Quantas pessoas ficaram desamparadas? Será que é egoísmo dessa população de pessoas relamente carentes achar que a greve não é a melhor solução? Será que eles não poderiam pensar nos pobres servidores enquanto o dinheiro de que dependem não pode ser liberado porque tem gente que não foi trabalhar? Bom. Eu acho que não.

E só mais uma coisinha. Nesta greve eles têm sustentado um outro motivo para a mesma. "Greve contra mensalão." Então, numa época de crise política dessas, em que os governantes e legisladores estão se preocupando em se livrar de acusações e acusar quem eles puderem pra não ficarem sozinhos no escândalo, essas mesmas figuras vão querer saber de greve de universidade pública? Ainda mais com o povo tendo uma visão totalmente negativa das mesmas? Não há nem que se pensar para responder. A resposta é óbvia demais!

Eu até tenho outras insatisfações quanto a greve, mas meu blog é muito rosa para pensamentos vermelhos (de raiva).

Quem quiser comentar a sua opinião, seja contra ou a favor, será bem vindo. Como tento não ser orgulhosa, se alguém me mostrar e provar que a greve pode dar certo eu mudo de pensamento. Está lançado o desafio!