Ossos do ofício...
Quem diria que tão brevemente eu sentiria na pele os efeitos da realidade do texto que recentemente escrevi... Como um blog é algo público, fico exposta e todos podem ler o que escrevo. Isso está longe de ser um problema, já que sei dessa qualidade dos blogs e se quisesse escrever só pra mim continuaria mantendo o meu "querido diário" da época de infância.
Até aí tudo bem. Só que hoje pela manhã recebi um e-mail avisando que alguém havia feito um comentário sobre a minha última publicação. Vejam o que escreveram:
"Você deveria parar de escrever, gatinha. Tem tanto erro de português que chega a dar pena ler essas verborragias que você "escreve". Sério, volte para o primário, porque você tá mal, muito mal. E olha que eu nem tive paciência de ler tudo. Mas "à todos"? E as vírgulas não postas quando há vocativo? Triste, triste."
De início confesso que fiquei irritada com a petulância e a forma de tratamento que é tão desagradável e abusada. E o pior: a pessoa não teve nem a coragem de mostrar a sua identidade. Mas passado esse breve momento de raiva voltei meus olhos ao subtítulo do meu blog:
"Minhas idéias e pensamentos sobre tudo ou nada... Complementos e outras opiniões são bem vindos!"
De forma clara e expressa autorizo a opinião de outras pessoas. E não poderia querer me reservar somente elogios, quando sei que sou um ser falível como qualquer outro e muito longe de ser uma pessoa com grande talento para a escrita. Simplesmente gosto de escrever. Com este pensamento, resolvi aceitar este comentário, apreciando o que ele possa ter de melhor (assim como devemos fazer com as pessoas: apreciar nelas o que há de melhor).
É bem verdade que sempre tive problemas com a crase e sempre me confundo ao utilizá-la. Obrigada pelo toque! Apesar de que os meus textos não são redação de vestibular e não estão sujeitos à avaliação de um professor. Mesmo assim não posso desprezar as regras da gramática da língua portuguesa.
Bom é isso que consegui tirar de melhor... O resto não vou nem me dar o trabalho de comentar, pois não vou valorizar o que sei que não é verdade e tão pouco aceitar conselhos de um desconhecido. Quanto ao fato do anônimo não ter tido paciência de ler o que escrevi não tenho muito o que fazer... Afinal não se pode agradar a todos, não é?
Mesmo tendo essa postagem um teor de resposta, quero deixar uma mensagem muito além do que ela possa parecer. Na fase em que vivemos, atualmente, as pessoas pretendem se moldar a um padrão na vã esperança de serem felizes, se preocupando cada vez mais com o que os outros possam pensar, com as críticas que possam fazer... Isso acontece mesmo quando não temos a vida exposta, e muito mais quando nos revelamos um pouco para as pessoas. Não me refiro só aos artistas, mas também a nós mesmos, pessoas comuns, quando, por exemplo, temos uma página na internet mostrando a nossa cara para o mundo.
O que quero dizer é que não podemos nos intimidar e deixar de ser quem realmente somos, de fazer o que gostamos de verdade por conta da opinião dos outros ou da maioria. Devemos sim ter humildade para aceitar os nossos erros e personalidade para prosseguir em nossos objetivos.
Fico feliz de ter tido esta experiência para dar uma conclusão à idéia que tentei expor no texto anterior. No final, tudo acaba valendo à pena!

3 Comments:
Isso ai Dona Érica! Você não está escrevendo um livro cheio de normas e bla bla bla...É seu blog, expressão dos seus sentimentos e reflexões...e tem muita coisa mais importante precisando ser colocada pra fora em cada um de nós do que duzias de vírgulas!
Vc é 10!
beijo!
Érika, não avalio a escrita de ninguém,porque pra mim o que tem valor é a mensagem. "Eu te entendo, tu me entendes. Então está tudo bem". Mas, depois desse preâmbulo, me permita dizer que, pelo que li aqui no seu blog, a sua redação está bem acima da média, pode acreditar. Então, minha linda, ignore essas pessoas infelizes e amarguradas, que tentam diminuir a própria insignificância ofendendo os outros, assim gratuitamente. Pode acreditar, você escreve muito bem! Só não concordo quando você diz que o post desse (ou dessa) infeliz é uma "opinião". Pra mim é ofensa, pura e simplesmente.
beijinhos
Analu
Sejamos sinceras, a pessoa que enviou uma mensagem desse tipo a você é alguém preconceituoso que se prende a normas pra lá de estereotipadas. Érika, eu vivo rodeada por elas. Estou me formando em Letras, sou revisora e professora de português. Isso não me dá o direito de ofender alguém. Eu também cometo erros, tanto na língua portuguesa quanto na vida (esses são bem piores...). E todo mundo comete, pobre dessa pessoa que pensa que não está passível disso. Dei uma olhada no seu blog uns dias atrás, a respeito da greve da sua universidade, passo o mesmo com a minha, senti que não estava sozinha nisso e adorei ler sua opinião. Concordo com a Analu, "inquanto nóis tivé si entendendu, tá bão" (provavelmente minha tese de mestrado será sobre esse assunto, mas deixemos isso para um outro coment).
Se você gosta de escrever, continue e dane-se a gramática e todos os normativos que mantêm suas regras em primeiro lugar. Algum pensador, do qual não lembro o nome, disse que regras foram feitas para ser quebradas. Todas elas, as da gramática e as da vida. Se não fosse assim viveríamos na Idade Média, com todos aqueles padrões e estereótipos no qual a sociedade tenta nos inserir.
Você é inteligente, demonstrou e, principalmente, sabe disso. Pobre daquele que tentar subestimá-la. Continue escrevendo, afinal, este é o seu espaço e você faz dele o que bem entende. Só não se deixe levar por opiniões totalmente irrelevantes.
Desculpe-me pelo tamanho do coment, também adoro escrever e, às vezes, não controlo a empolgação.
Bjos
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