domingo, fevereiro 20, 2005

Coisas estranhas acontecem...

Demorei para fazer um novo post, pq queria um tema bem interessante para falar. Valeu à pena esperar... Nessa semana coisas estranhas aconteceram...
Estava eu feliz e faceira andando pela rua despreocupadamente... Havia limpado as lentes dos meus óculos naquela manhã, com sabonete e limpador de vidro. Havia vestido uma blusa branca da qual gosto muito e estreando uma calça nova. Quando estava prestes a dobrar uma esquina, percebi um senhor tomando um guaravita, sem notar a minha presença. Ao passar por ele, eis tomo um banho de guaravita com saliva! Isso mesmo! O cara cuspiu em mim! Não acreditei no que tinha acontecido! Por que ele faria isso? Tinha uma barata no copo? Sentiu algo a mais do que líquido em sua boca?
Ao perguntar indignada ao autor da cusparada "O que é isso?" Ele me responde como se tivesse sido algo normal e corriqueiro "Engasguei".
Eu pensei: " O quê? Quem engasga e faz isso? Nunca vi disso! No máximo já presenciei tal fato quando a pessoa não consegue segurar a gargalhada e tampouco o que estava prestes a engolir. Mas por ter engasgado? E na rua?"
Em meio a esse turbilhão de pensamentos o que expressei para esse senhor com real intenção e sentimento foi "Que nojo!".
Bom, parece pouco, mas a criatura nem se dignou a me pedir desculpa! O que me faz qustionar se ele realmente não notou a minha presença... Fui embora indignada... O que mais eu poderia fazer ali? Esperar que ele limpasse os meus óculos agora respingados de saliva e guaravita? Que secasse o meu rosto? Que me desse uma outra blusa para vestir? Nem que ele oferecesse!
Mas passou... a semana estava apenas começando e não seria isso que iria estragá-la... Já na sexta-feira, combinei com o meu querido namorado de fazermos uma caminhada na praia... Afinal, estamos querendo manter (ou recuperar) a forma praticando exercícios... Chegando ele 1 hora e meia depois do combinado (por razões realmente sérias) demos início a nossa caminhada.
Estávamos entrando no Campo de São Bento quando vejo o meu amor se abaixar e colocar a mão em seu rosto e emitir sons de dor. Não entendi nada! "O que será que houve?", pensei.
Primeiro achei que tivesse caído uma fruta das árvores, mas logo veio um homem falando "Desculpa, foi o meu celular."
"Como assim o celular?" pensei mais uma vez. Vejo o celular caído e destroçado no chão e o meu amor ainda com a mão no rosto, tapando o olho! Pensei que o que quer que tivesse acontecido, tinha batido em seu olho e machucado feio! Felizmente não. Este homem, sem noção nenhuma de convívio em sociedade, muito menos em praça pública, tacou o seu celular no chão com tamanha força, que quicou e bateu na testa do Hugo. Para quem o conhece, sabe que ele é alto (1, 90m). Para que esse objeto tenha alcançado essa altura, significa que a força empregada em seu lançamento foi muito grande.
Quando entendi o que aconteceu, me enfureci! Era segunda vez na semana que presenciava uma cena de falta de noção de convívio social e comportamento incomum em público! Logo retruquei com o homem "O que o senhor fez? Você tá maluco? Como que se taca um celular assim?" Era inadimissível para mim que algo como isso houvesse acontecido! Mas pelo menos ele pediu desculpas... E este ato já foi suficiente para que eu parasse de reclamar com ele...
Bom... o celular provocou um pequeno corte na testa do Hugo, que começou a sangrar bastante. Fomo embora pra casa. Percebemos que não deveríamos ter saído de casa, e pedimos uma pizza...
É gente... acho que a probabilidade dessas coisas acontecerem com algum de vocês será mínima, porque eu e o Hugo já esgotamos as chances. Então fiquem tranqüilos ao passarem por um coroa bebendo guaravita na esquina ou ao entrar no Campo de São Bento... Não acontecerá nada! Porque o de mais improvável já aconteceu! E pra variar, comigo! Mas observem a diferença entre se pedir desculpa e não pedir, pelo menos comigo. Fiquei chateada em amabas as situações, porém essa simples palavra fez com que eu me calasse no segundo caso. Apesar da sua defazagem em cidadania, a sua conduta ética e moral fez com que eu pudesse enxergá-lo com outros olhos após isso tudo. Enfim, algo de bom a ser resgatado no meio de tantas esquisitices!
Quem lembrar de coisas desse tipo que também aconteceram comigo que eu fiz questão de esquecer ou mesmo com você, faça aí o seu comentário! Compartilhe o improvável e o ridículo! Assim eu vou me sentir melhor...

sábado, fevereiro 05, 2005

É carnaval!... :(

Mais uma vez é carnaval. As pessoas se preparam, sejam elas da mais alta classe social, ou a galera das comunidades; sejam aqueles que querem desfrutar dos momentos de folia ou aqueles que querem fugir de toda essa agitação. E tem eu. Eu que não me preparei de forma alguma, porque não tenho para o que me preparar. Não gosto dessa folia descabida e tampouco tive a oporunidade de fugir dela.
E todo ano é a mesma coisa... Há 21 anos e meio é sempre igual. Rua Nóbrega, desfile das escolas na TV e ócio o resto do dia... AHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (Ainda bem que tenho o meu namorado querido para se unir à mim nesses dias vazios, fazendo deles dias felizes e preenchidos com muito amor... :P)

Bom, me recuperando do desespero, aí vai a minha opinião sobre o carnaval:
Quando a gente é criança, tudo é uma boa oportunidade de brincar, se divertir, sem se preocupar com nada... O carnaval é um desses momentos. E é o maior barato jogar confete, serpentina, e pular ao som de músicas que só se ouve uma vez ao ano... De manhã papai e mamãe levam a gente à praia e é mais diversão. Nunca há problemas, contanto que tenhamos algo com o que brincar...
Mas a gente cresce, e começa a ver coisas na vida que não se viam antes... É a inocência que se foi... E nada melhor do que o carnaval para apresentar isso a qualquer pessoa... Basta um olhar mais profundo, além dos confetes e serpentinas que será visto um casal se agarrando, um bêbado caído no chão, uma briga rolando ao lado... E de repente a gente percebe que a alegria é aparente... Por traz da desculpa da diversão e da brincadeira são revelados os problemas mais íntimos de cada um. O sexo desvairado, os vícios, a violência...
E qual a alegria que há nisso tudo? Só a de fachada, porque diversão verdadeira é a sadia, a que não desperta as imperfeições que tanto nos esforçamos em melhorar, ou pelo menos em esconder...
Mas é claro que nem todos que brincam carnaval são assim, né. Não sou radical a esse ponto. :P Porém, depois que a gente descobre que o ambiente, a vibração desses lugares fica tão para baixo acaba sendo melhor evitar. Isso porque não é todo dia que estamos espiritualmente eqüilibrados, e nunca sabemos quando todo esse clima acabará nos influenciando de forma negativa...
Por isso vou ficar em casa mesmo (por falta de opção) curtir o meu namoradão (que táde férias, finalmente!), e aproveitar essa época com responsabilidade, mas não com menos diversão, e com certeza não me arepender de nada nesse carnaval...


P.S.: Para aqueles que comentaram ou leram o texto sobre o soluço, tenho um adendo a fazer. Depois de ler o post, minha mãe me lembrou que quando ela estava grávida de mim, eu soluçava na barriga dela! Pode?