Xadrez
Eu não jogo xadrez muito bem... Aliás, acho que das poucas vezes que joguei nunca terminei. Porém, noutro dia, conversando sobre jogos, pude perceber algo interessante sobre este. Com certeza não devo ter sido a primeira a reparar nisso, mas eu vou dizer assim mesmo. Afinal o blog é meu e eu falo o que eu quiser!No xadrez existem 6 peças básicas: peões, cavalos, torres, bispos, rainha e rei. E com o pouco que sei sobre este jogo notei que ele reflete um pouco a realidade... Os peões, apesar de numerosos têm uma ação mais restrita. Quem são eles? A base da pirâmide da sociedade (algumas aulas de geografia e história deixaram rastros na minha memória), ou seja a massa do proletariado. O que quer de ruim que esteja por acontecer inevitavelmente irá atingí-los primeiro. E suas chances de escapar são menores porque eles são limitados em sua ação; não têm armas de defesa.
O cavalo consegue chegar à frente mais rápido porque anda em "L". Será o cavalo os intelectuais que conseguem estar sempre adiante das demais pessoas através do raciocínio, galgando alguns passos a mais no caminho do conhecimento?
As torres... Confesso que não me lembro dos seus movimentos... Mas por ser uma torre dá a idéia de barreira, proteção, o que faz lembrar de forças armadas, já que visam proteger as peças mais importantes do jogo do ataque do inimigo: bispo, rei e rainha.
O bispo caminha na diagonal e em cima de uma única cor. A sua perspectiva é limitada e ele não muda de cor por nada. Definitivamente representa a Igreja, com a sua prepotência de guardiã da verdade suprema e divina (ao contrário do cavalo - eu acho - que muda de cor e de perspectiva a cada passo que dá).
Agora passo ao rei e a rainha. Ele, apesar de ser a peça fundamental do jogo (afinal, sem o rei o jogo acaba; há o xeque-mate) é tão fracote quanto os peões. Vive se escondendo, sendo protegido. Pode até atacar, mas para ele é muito arriscado. Já a rainha, se morrer não faz com que o jogo acabe, mas sem ela o rei estará em apuros! O bispo só o guardará enquanto sua majestade estiver em seu caminho; o cavalo só poderá protegê-lo se estiver em uma posição privilegiada, senão não srá possível; a torre também é limitada em sua proteção, mas a rainha... Esta sim é a peça chave do jogo. Seus movimentos são livres e ela passa por cima de quem quer que for. Ela é a toda poderosa do jogo, não tendo limites de cor nem de passos.
E isso não traduz aquele ditado de que "por trás de um grande homem existe uma grande mulher"?

Esse jogo deve esconder muito mais do que eu percebi... Não é só a realidade da sociedade, e do universso das relações entre homem e mulher. Pode ser também uma mostra da congruência de forças tendo em vista um objetivo comum. Mas em qualquer perspectiva a mulher terá sempre um destaque, uma relevância crucial para o desenrolar de todo o resto. Começo a achar que o Dan Brown em O Código Da Vinci estava certo... A grandiosidade feminina é indiscutível e de grande importância para a evolção das sociedades. Contudo está oculta por barreiras que foram crescendo ao longo dos tempos. Só que ainda assim a presença feminina faz toda a diferença mudando os rumos da história e de um simples jogo de xadrez. Afinal, a mulher não tem limites...
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1 Comments:
Adorei o texto Érica, uma analise inteligente e pertinente! E realmente, é como vc disse...o Rei pode ser a peça principal, porém não é nada sem aqueles q o cercam.
Feminismo a parte, a mulher é importante sim, porém o que seria de uma grande mulher sem um grande homem?
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