Comentários que aprecio. Tópicos para refletir.
Sempre fico muito feliz quando fazem algum comentário no meu blog... Se eu escrevo é para que alguém leia. Faço uma publicidade danada entre as pessoas mais chegadas, mas, muitas vezes, só meu querido noivo posta um comment... Porém... Ultimamente não tem sido sempre assim... Duas queridas companheiras Java Junkies e GG Fans (depois vc pode me zoar tá Mope!) me deram o prazer de suas opiniões no meu espaço. É bem verdade que nunca as vi e nem tenho seus e-mails, mas fiquei muito feliz de ter pessoas fora do meu ciclo de relacionamentos lendo e comentando no meu blog. Obrigada meninas! Foi realmente um incentivo a mais para fazer uma nova postagem.
E como não pode deixar de ser, as mensagens que me enviaram já foram processadas e se formou mais uma idéia em minha mente... Percebi que ambas leram uma boa parte do blog e se detiveram no infeliz comentário que recebi de um anônimo. Apreciei o fato de terem saído em minha defesa, mas por que esse fato chamou mais atenção do que a maioria dos textos que escrevi? Creio que não seja por terem sido tão desinteressantes assim, pois desconhecidos não iriam "babar meu ovo" à toa. Será por ter sido o texto que daquele comment se originou o melhor dentre os demais? Pode até ter sido em suas opiniões... Mas relamente acho que o ponto é outro.
As pessoas têm o costume de prestar sempre mais atenção no que é ruim, naquilo que no fundo não tem valor algum. Por exemplo, não é raro vermos um amontoado de gente na rua quando há algum acidente ou quando está havendo uma briga. Ninguém esta ali para ajudar. Só para ver. Nos noticiários sempre há um grande espaço para as tragédias. Esses últimos desastres naturais que ocorreram nos EUA são lamentáveis, mas é impressionante como dão audiência. E sem falar nos jornais que vivem de notícias sanguinárias e que ainda existem porque tem quem compre. E por que isso? De onde vêm tanto interesse pelo lastimável?
E como não pode deixar de ser, as mensagens que me enviaram já foram processadas e se formou mais uma idéia em minha mente... Percebi que ambas leram uma boa parte do blog e se detiveram no infeliz comentário que recebi de um anônimo. Apreciei o fato de terem saído em minha defesa, mas por que esse fato chamou mais atenção do que a maioria dos textos que escrevi? Creio que não seja por terem sido tão desinteressantes assim, pois desconhecidos não iriam "babar meu ovo" à toa. Será por ter sido o texto que daquele comment se originou o melhor dentre os demais? Pode até ter sido em suas opiniões... Mas relamente acho que o ponto é outro.
As pessoas têm o costume de prestar sempre mais atenção no que é ruim, naquilo que no fundo não tem valor algum. Por exemplo, não é raro vermos um amontoado de gente na rua quando há algum acidente ou quando está havendo uma briga. Ninguém esta ali para ajudar. Só para ver. Nos noticiários sempre há um grande espaço para as tragédias. Esses últimos desastres naturais que ocorreram nos EUA são lamentáveis, mas é impressionante como dão audiência. E sem falar nos jornais que vivem de notícias sanguinárias e que ainda existem porque tem quem compre. E por que isso? De onde vêm tanto interesse pelo lastimável?
Pra mim a resposta vem de dentro de cada um de nós. Se pensarmos que aquilo que gostamos reflete quem realmente somos, tem gente muito podre por aí... E disso todo mundo sabe. A gente bem percebe que a humanidade precisa crescer e muito. Estamos todos longe da perfeição e isso pode ser bem observado em nosso dia-a-dia.
Mas para aqueles que desejam contribuir para o crescimento da humanidade seria bom que tentássemos ter uma visão mais otimista das coisas. E não só no sentido de pensar positivo, mas de ver o lado positivo. O livro Pollyana de Eleanor H. Porter, sobre o tema, é bem utópico, mas me fez crescer com esse pensamento, que não me atrapalha em nada. Pelo contrário, me ajuda a encarar a vida de uma forma mais feliz (apesar do meu otimismo não ser como o do persogem, óbvio!)
Assim, quero expressar esse meu pensamento fazendo uma ressalva importante: Não estou chamando as minhas colegas de blog de podres e involuídas! Pelo amor de Deus não me interpretem dessa maneira! Quero apenas dizer que os tópicos de seus comentários me fizeram refletir sobre a o quanto valorizamos os lados positivos e negativos das situações. Também não as chamo de pessimistas ou qualquer outra coisa do gênero, até porque esse tipo de valorização é cultural.
Enfim... Acho que é mais louvável valorizarmos o que há de melhor em qualquer circunstâncias. Aquilo que não presta e que não acrescenta não vale à pena. Discorrer sobre tais temas não contribui para a evolução de cada um enquanto seres humanos. Colabora para o perpetuação daquilo que é dispensável e incômodo, o que com certeza não é o que desejamos.

2 Comments:
Érika, adorei a sua análise. Quero contribuir com o seu raciocínio, a exemplo dos wikis, sabe? aqueles sites que permitem que todo mundo colabore um pouquinho com um texto. O que você falou é uma triste verdade: O olhar humano sempre foi atraído para coisas ruins, como tragédias e catástrofes. É como se o homem, na sua odisséia massacrante, buscasse no sofrimento do outro algum alívio para o seu próprio sofrimento, seja ele espiritual ou físico. Mas todos aqueles milhões de genes, saracoteando dentro do nosso corpo, não estão ali por acaso, penso eu. As pessoas, ao mesmo tempo em que são movidas por sentimentos nada elogiáveis, como curiosidade mórbida, também são impelidas a agir por uma série de sentimentos bem nobres e "otimistas`, como, por exemplo, empatia (capacidade de se colocar no lugar dos outros). Ou, melhor ainda, “solidariedade”. A solidariedade, mais do que a curiosidade mórbida ou o pessimismo, tem estado por trás das ações mais lindas dos seres humanos, seja no campo pessoal ou coletivo – ao contrário do pessimismo e da indiferença, que em geral levam as pessoas à inação.
Imagine um acidente de carro em que um homem fica estendido no asfalto e um monte de gente corre pra cima. Agora pense em um homem maltrapilho morrendo de fome numa calçada fria de São Paulo, sem que alguém lhe lance um único olhar, de relance que seja, para perceber que ele está prestes a morrer de inanição. Quem é pior? Quem corre para olhar o atropelado? Ou quem finge que não vê o maltrapilho e segue usufruindo o mundo cor-de-rosa? Me coloco na posição dos dois infelizes, e me apavora muito mais a indiferença, a “invisibilidade” imposta ao mendigo.
Enfim, resumindo esse palavreado todo, olha só que interessante, poderíamos chegar à seguinte conclusão: de nós três (você, a outra colega JJ e eu), você talvez esteja sendo a mais pessimista de todas!. Por enxergar pessimismo e atração pelo ruim onde houve apenas solidariedade e empatia. Percebe a relatividade das coisas?
(Êita, que papo cabeça que ficou isso aqui, meu!). Enfim, é essa a minha contribuição.
Adoro o seu texto e a maneira como você articula as idéias. Com certeza comentarei mais vezes, se você não se importar.
Beijinhos
Fiquei meio sumida, mas adorei seu texto. Nossa, você disse tudo. É bem verdade que o ser humano, ainda que incosncientemente, valoriza o deplorável. Na minha opinião, as pessoas tem necessidade do imediato, seja trágico ou risível, mas dificilmente irá se preocupar com problemas sociais reais que, muitas vezes, estão em sua própria casa. Não digo que sou diferente, pois como ser humano, também tenho necessidade do imediato (ainda que prefira o risível – no bom sentido), mas, sendo um tanto egocêntrica, perdoe-me, tenho problemas demais para ficar parada observando um acidente, por exemplo, principalmente quando não posso ajudar e, se não posso fazê-lo, certamente estarei atrapalhando.
Enfim, lendo seu texto, parei um instante e pensei no meu dia: de manhã eu quase tive um ataque porque minha professora da faculdade havia dado um prazo maior para entregar o trabalho. Eu estava tão preocupada com as fotos para minha formatura que nem me dei conta de que um prazo maior me ajudaria a entregar um trabalho melhor. Em nenhum momento, parei para pensar no lado bom de tudo aquilo. Daí você me pergunta: "o que é que isso tem a ver com meu texto, afinal?" E eu respondo: tudo.
A maioria das pessoas, nas mais diversas situações da vida, não são otimistas quanto a situações que têm de enfrentar. Eu sou assim, você, se não é, algum dia já foi. Todos temos um pouco disso. E isso, infelizmente, é um fardo que temos de carregar graças à vida moderna.
Acho que todo mundo merece um pôr-do-sol... porque ele indica que sempre haverá um amanhã para viver a vida de uma maneira mais proveitosa.
Bjos
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